Sobre


R. Cardoso. Rio de Janeiro, Brasil.
Letras, UFRJ. Design, MEC.
Cinéfilo, bibliófilo. Extremamente inconveniente na maioria das vezes.


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    Talvez essa seja a citação mais conhecida atribuída a Nelson Rodrigues.
    O que pouca gente se dá conta é que isso vale também para homens — e com uma diferença bastante sutil, apenas.

    As mulheres procuram homens que tratem-nas bem, em primeiro lugar. Alguém fiel que saiba a hora de ser romântico, que puxe a cadeira de vez em quando (mas não sempre!) e que saiba ser compreensivo quando os hormônios transformarem-nas em gremlinzinhos emotivos.

    Mas também querem alguém com cara de mau. 
    Alguém que saiba a hora de ser canalha, que chame de gostosa no ouvido. Alguém que puxe o cabelo (mas sem machucar!) e que saiba jogar na cama sem nem por isso deixar de pensar primeiro nelas.

    (…)

    No fim das contas, as mulheres procuram alguém que saiba usar aquele perfume marcante na quantidade certa, mas que não tenha medo de suar a camisa e ganhar “aquele cheiro de macho, sabe?”

    Se você não pode oferecer isso, não reclame quando elas te trocarem ou cansarem de você — e isso as mulheres do Nelson Rodrigues sabem fazer como ninguém.

    Resolvi fazer uma tirinha.
Nada bem desenhado ou engraçado — só uma forma catártica de aplicar um pouco mais de sarcasmo a certas observações.
Como as pessoas gostaram dessa, eu acabei fazendo outra, com mais carinho e qualidade, e talvez haja mais por vir.
Vou ver se posto aqui periodicamente.
Espero que gostem.

    Resolvi fazer uma tirinha.
    Nada bem desenhado ou engraçado — só uma forma catártica de aplicar um pouco mais de sarcasmo a certas observações.
    Como as pessoas gostaram dessa, eu acabei fazendo outra, com mais carinho e qualidade, e talvez haja mais por vir.
    Vou ver se posto aqui periodicamente.
    Espero que gostem.

    os lençóis puídos servem melhor ao chão que os recolhe agora, amassados entre seus dedos quase azuis. sinto seus olhos em mim, escondidos na vastidão dos cabelos noites, desfazendo o nó em minha garganta, como quisessem, em vão, despir-me.

    e o neon lá fora nos mergulha em nada, esperando que você abra o frigobar e me presenteie com as magníficas serpentes que te compõem. você coça o calcanhar esquerdo com o dedão do pé direito enquanto escava uma lata.

    oitenta?, sua voz ofega no meio de um gole. oitenta, concordo.

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